༺ Tamara Silva ༻
Caminhava pelo saguão do segundo andar da vinícola, sentindo o peso do mundo sobre os ombros.
O ar condicionado parece insuficiente para resfriar a queimação que sinto no peito desde a conversa com Estela.
Meus dedos buscam o corrimão da escadaria de mármore, prontos para me levar para longe dali, quando um vulto surge no topo do degrau.
Pedro.
O estado dele é deplorável. Os cabelos, sempre milimetricamente alinhados, estão bagunçados, caindo sobre a testa suada.
As olheiras