Magnus
Lembro da noite anterior, da madrugada turbulenta, do pesadelo de Emily e do seu medo sempre que isso acontece. Meu peito queima, não de dor física, mas por me sentir impotente e inútil diante da única pessoa que eu deveria amar. Mas como fazer isso se eu não sei mais amar? E acredito que nunca soube. Desde a morte de Eleanor eu me sinto seco, vazio, como uma máquina que repete as mesmas atitudes e reações durante longos anos, e, sinceramente, não tenho expectativa alguma que isso mude.