NARRAÇÃO DE BRADY DAWSON...
Não lembro direito o caminho até o carro. Só lembro do gosto amargo que ficou na boca e da raiva fervendo no peito. Sara tremia ao meu lado, e eu mal conseguia me concentrar no trânsito.
Ela estava pálida, respirava curto, com uma das mãos no ventre. Toquei o joelho dela, tentando mantê-la firme.
— Respira, amor. Tá tudo bem, eu tô aqui... — falei baixo, mas a minha voz saiu rouca, carregada de fúria contida.
— Ele vai atrás da Julie... — murmurou, com os olhos marej