O ABRAÇO DE ALGODÃO
MATTEO
O motor da caminhonete silencia sob a copa frondosa da imensa figueira, mas o turbilhão dentro do meu peito parece aumentar de velocidade. Através do vidro dianteiro salpicado pela poeira da estrada de Noto, eu vejo a cena. Giorgio está sentado na cadeira de balanço da varanda rústica, com as pernas cruzadas e o corpo ligeiramente inclinado para a frente. Em seu colo, com a cabeça descansada em seu ombro, está a pequena Georgina. Ele passa os dedos longos pelos cabel