A FELICIDADE NÃO TEM PREÇO
MATTEU
Eu olho ao meu redor e, por um instante, o som das vozes e o tilintar dos talheres parecem desacelerar na minha mente. Um calor desconhecido e avassalador começa a invadir o meu peito, subindo de vagar até me apertar a garganta. Eu vejo a minha neta pular, o rostinho iluminado por uma pureza que eu achei que não existia mais neste mundo, festejando com palminhas e pulos a ideia de que eu, o velho Matteo, vou trabalhar na barraca de feira ao lado de Jemima,