Eles me levaram até o sofá amplo de couro vermelho-sangue. Minha mãe segurou minhas mãos entre as dela, e senti o tremor leve sob a pele dela, ela também estava assustada, pois parecia muito afetada por essa realidade.
— Nés, querida… — ela começou, com aquela voz suave, mas carregada de preocupação. — Precisamos conversar sobre o que está acontecendo com você. Sobre o que despertou.
Meu peito apertou, eu sabia que não seria nada fácil para eles falar sobre isso, e também temia pelo que me diriam.
— Sua magia… — meu pai começou, me olhando com aqueles olhos verdes com um toque ambarado de seu lycan, que sempre carregavam a tempestade antes de cair. — É sagrada.
Eu estremeci.
— Uma magia que desapareceu há milênios — completou minha mãe. — Uma magia que não deveria existir mais pois pode moldar e determinar o futuro do mundo sobrenatural. Uma magia que precisa ser protegida.
Eu puxei minhas mãos, sentindo meu estômago virar de dentro para fora.
— Eu não quero isso. — sussurrei. — É mui