Eu não queria estar ali. Não queria estar naquela parte do corredor, naquele pedaço do castelo, naquele instante específico da minha vida. E, acima de tudo, não queria estar presa entre aqueles braços que sempre significaram perigo, humilhação e… algo que eu me recusava a admitir e nomear.
Zayden me segurava pelos antebraços, como se eu fosse uma de suas capas luxuosas e cheias de adereços. Como se fosse sua posse. Como se meu corpo fosse uma extensão da vontade dele, e eu sempre odiei o fato de que, por um instante, parecia mesmo ser.
— Me solta. — Murmurei, tentando puxar o braço, mas o aperto dele apenas se ajustou, firme como ferro moldado ao fogo.
— Por que? — ele devolveu, com aquela voz baixa, grave, que vibrava na espinha como um trovão contido. — Me convença a esquecer as suas atitudes, me convença a te soltar, rata. Depois do escândalo que você causou, deveria estar implorando pela minha presença.
Eu o encarei, respirando rápido demais.
— Eu não quero falar com você. — Disse