P.D.V de Ethan
Quase um ano se passou desde a minha festa de dezoito anos. E, nos últimos seis meses, a saúde do meu pai entrou em declínio. Foi doloroso de assistir. Havia dias em que ele mäl se lembrava de quem eu era. Acordava gritando, às vezes chorando. Dizia que o “Nada” falava com ele — o escuro, o vazio. Que o chamava.
Sempre que esses pesadelos vinham, ele me chamava. Me pedia perdão.
— Se eu pudesse, teria feito diferente... — dizia com a voz trêmula, olhando para o vazio. — Mas, a