Lucas Donavan.
O amigo que restou quando o mundo dela caiu.
O menino que dividiu a infância com ela. Anos se passaram, vidas mudaram, mas Lucas permaneceu — a última ponte com o que um dia foi lar.
Lia viu a reação dela antes mesmo que Helena pudesse esconder a tela.
— Lucas voltou? — o brilho nos olhos de Lia cresceu. — Menina… aquele homem atravessaria o mundo se você pedisse.
Helena riu baixinho, empurrando o braço da amiga.
— Para. Ele é meu amigo. Desde sempre.
— Desde sempre mesmo — Lia reforçou, divertida. — Vocês eram inseparáveis. Vocês dois… e ele.
A última palavra ficou suspensa no ar como um fantasma sem nome.
Helena fingiu não ouvir.
Respirou fundo e escreveu com calma — quase como tocar uma memória sem deixá-la quebrar.
Helena
“Consegui sim. Comecei ontem. Babá residente.
Quero te ver também. Vamos marcar no fim de semana?”
Mensagem enviada.
Um suspiro escapou — suave, porém carregado de lembrança.
Lia cruzou os braços, sorriso travesso.