**Maria Silva**
A noite era uma mistura de caos e tensão. A mãe de Gabriel resmungava incessantemente, o som de sua voz ecoando pela pequena casa. Cada palavra dela parecia uma faca afiada, cortando o pouco de paciência que ainda me restava. Gabriel, por outro lado, estava inquieto. Ele falava ao celular e pelo rádio quase sem parar, sempre com o cenho franzido, as palavras saindo rápidas e cortantes.
“Espero que a polícia não tenha que invadir aqui por causa dessa vagabunda,” ouvi a mãe dele