O sol do meio-dia parecia escorrer pelas fachadas dos prédios antigos do centro, dourando o mármore, o vidro, os detalhes das sacadas e o movimento apressado das pessoas que se cruzavam pelas calçadas estreitas. O ar estava quente, vibrante, cheio de sons, buzinas, passos, o murmúrio das conversas, o tilintar dos talheres nos cafés elegantes. O motorista estacionou o carro preto em frente à calçada da Rua Saint-Clair, e o som da porta se abrindo soou como o anúncio de uma cena prestes a começar