O sol do meio-dia parecia escorrer pelas fachadas dos prédios antigos do centro, dourando o mármore, o vidro, os detalhes das sacadas e o movimento apressado das pessoas que se cruzavam pelas calçadas estreitas. O ar estava quente, vibrante, cheio de sons, buzinas, passos, o murmúrio das conversas, o tilintar dos talheres nos cafés elegantes. O motorista estacionou o carro preto em frente à calçada da Rua Saint-Clair, e o som da porta se abrindo soou como o anúncio de uma cena prestes a começar.
Giovanna foi a primeira a descer, o salto fino bateu com firmeza no chão de pedra. Um sorriso largo iluminava o rosto dela, daqueles que misturam charme e autoconfiança. Vestia um conjunto claro de linho que parecia feito sob medida para o verão, e os enormes óculos escuros refletiam o brilho da cidade. Era o retrato da sofisticação leve, de quem sabe o próprio valor e não precisa provar nada a ninguém.
Logo atrás, Clara surgiu. Diferente do que Giovanna esperava, ela vestia um macacão comprid