Mundo ficciónIniciar sesiónLucca Ferraro
A porta se abriu. E, por um segundo raro, absolutamente raro, eu fiquei imóvel. Não porque eu não entendesse o que estava vendo, mas porque entendi rápido demais.
Isadora estava ali, de pé no meu quarto, com aquele sorriso debochado. Com a expressão de quem invade um território que não é seu apenas para deixar claro que esteve ali. Nenhuma das duas dizia nada, mas conseguia sentir o clima tenso entre elas.
E então eu vi Clara.
Ela estava pálida, o corpo estava tenso mais apesar disso, ela parecia firme. A mão dela repousava sobre o ventre num gesto pequeno, quase inconsciente. Um gesto que não era defesa, era instinto protetor.







