Mundo ficciónIniciar sesiónClara Vasconcelos
O trajeto até a mansão Ferraro foi silencioso demais.
Eu olhava a rua pela janela com a sensação insistente de que alguém nos seguia, mesmo sabendo que, racionalmente, aquilo podia ser só paranoia. Mas como confiar na própria razão depois de ser ameaçada em um lugar público? Como distinguir instinto de medo quando os dois soam iguais dentro do peito?
Quando o carro parou e eu desci, Maria já estava à porta.
— Senhora… — ela disse com o sorriso afetuoso de sempre. — Está tudo bem?
Tentei sorrir de volta, mas senti imediatamente: não chegou aos olhos. Não passou da boca.







