Zara Moraes
Existiam duas versões de Alexandre Montenegro.
A que o mundo conhecia.
E a que eu estava aprendendo a amar.
A primeira era assustadora.
Intocável.
Fria.
Poderosa.
A segunda era silenciosa.
Protetora.
Intensa.
E infinitamente mais bonita.
Naquela tarde, o castelo estava estranhamente calmo.
A neve havia parado de cair.
Os jardins estavam cobertos por um enorme tapete branco.
Mas, apesar da beleza do lugar, algo estava diferente.
Alexandre estava distante.
Não fisica