O chão sob os pés de Mayla cedeu. Onde antes havia pedra sólida, agora havia um abismo de fumaça roxa. Da escuridão, emergiu uma garra de osso negro e obsidiana, do tamanho de um motor de avião.
— Mayla, para o canto! Agora! — Abner rugiu.
A criatura, um Escavador do Vazio, não era um soldado; era um tanque biológico. Ele não tinha olhos, apenas fendas que emanavam um calor gélido. Ele rugiu, e o som fez os vidros dos frascos de runas explodirem em mil pedaços.
Mayla não se encolheu. Enquanto Abner avançava com a espada brilhando em um arco dourado, a mente dela entrou em modo de crise. Ela observou o monstro não como um pesadelo, mas como um problema de engenharia.
— Ele é pesado demais para o solo instável da Úmbria — ela pensou, os olhos escaneando a criatura. — O centro de gravidade está nas juntas traseiras. Se o pilar de sustentação à direita cair, ele fica soterrado.
Abner foi atingido por uma das patas laterais, sendo arremessado contra a parede. O impacto foi seco. Ele cusp