Minhas costelas protestam a cada respiração. O cheiro de enxofre do Vazio e a poeira de pedra pulverizada estão impregnados na minha garganta, mas o que realmente me sufoca é o que estou vendo agora.
Mayla.
Ela está de joelhos entre os escombros, os ombros subindo e descendo violentamente. O roupão de seda, que parecia tão deslocado minutos atrás, agora está manchado de cinzas, grudado à pele dela pelo suor. Ela parece uma divindade caída em um canteiro de obras.
Eu limpo o sangue do canto da boca com as costas da mão, sentindo o gosto metálico. Vinte e cinco anos esperando por uma "Princesa" delicada que precisasse ser carregada, e o que o destino me entrega é uma força da natureza que prefere implodir o prédio a ceder um centímetro de terreno.
Ela me olha agora. O cabelo escuro está colado na testa, e aquele corte na bochecha... eu sinto uma vontade irracional de limpá-lo com o polegar, mas minhas mãos ainda tremem pela adrenalina do combate. O azul dos olhos dela não está mais géli