Eu observo Mayla enquanto entramos no refúgio de pedra. Ela está no limite. O roupão de seda, que custou o preço de um carro de luxo em Manhattan, agora é um trapo cinzento, rasgado e manchado, revelando mais do que deveria da pele pálida sob a luz dos cristais. Ela caminha como se cada passo fosse uma decisão de diretoria: pesada, mas determinada.
— O banheiro fica atrás daquela cortina de teia de prata — digo, minha voz soando baixa e rouca no silêncio da gruta. — A água vem direto da nasce