O café da manhã já se dissolvia quando Augusto se levantou, ajeitando o paletó com um gesto automático.
— Fernando, vamos ao escritório — disse, num tom casual demais para quem já estava com a decisão tomada. — Temos alguns assuntos para alinhar.
Fernando compreendeu de imediato. Ergueu-se com a mesma naturalidade estudada.
— Claro. Já estava na hora mesmo.
Gustavo fez menção de se levantar, mas Fernando pousou a mão em seu ombro, firme, contido.
— Não. Fique — disse, baixo. — Depois conve