Clara
A campainha da floricultura soou quando a porta se abriu, mas eu estava concentrada demais equilibrando um vaso pesado na prateleira para olhar quem era, talvez fosse um dos clientes de sempre.
— Bom dia! — disse automaticamente, ajeitando as folhas que estavam tortas.
— Bom dia, Clara.
Meu corpo travou no mesmo instante.
Aquela voz... eu nunca esqueceria aquela voz.
Devagar, girei nos calcanhares, e meu coração quase parou ao ver quem estava ali.
Caio.
Ele estava mais alto, mais