129. SEGUNDA ARMADILHA
O pai de Camélia vocifera cheio de ira e coloca-se ao lado de Rigoberto para enfrentar Ricardo, que se mantém firme com uma cadeira nas mãos. O ar do quarto torna-se denso, carregado de uma tensão que parece poder cortar-se com uma faca. Os nós dos dedos de Pedro estão brancos pela pressão com que segura a madeira, seus olhos injetados de sangue refletem uma determinação que beira a loucura.
—Pedro, pare com essa loucura! —implora sua mãe, que com grande esforço avança até onde eles estão e col