Anabela se aproximou em silêncio, pousando a mão suavemente nas costas de Charlotte.
— Venha, querida.
Não foi um convite.
Foi um amparo.
Elas saíram do quarto e caminharam até um pequeno espaço de descanso iluminado por uma janela alta. A neve caía lá fora em silêncio absoluto.
Charlotte não tentou conter o choro desta vez.
— Eu cuidei dele… — sussurrou, a voz quebrada — eu o ajudei a se equilibrar, a respirar, a se reconstruir… Eu estava lá quando ninguém mais estava.
Anabela ouviu sem interr