Conde Eros
A peça de roupa cor de lavanda repousava sobre a colcha escura como uma afronta ao meu senso estético apurado. Lilás, a cor jamais havia ousado macular a paleta sombria que definia minha existência. Preto, o abraço elegante da noite, cinza, a melancolia sofisticada do crepúsculo, vermelho, o sangue jorrando do pescoço de um humano, esses eram os tons que adornavam minha imortalidade. Lilás era um insulto a minha aura de poder e mistério.
Luara, a humana insignificante, que de algu