JADE
Jade voltou para o apartamento às dez da noite com a sensação de que tinha entrado num lugar que já não era mais dela.
A luz da sala estava apagada. Só a TV, muda, deixava o cômodo num brilho azulado, feio e cansado. Rayssa estava no sofá, de lado, com o celular na mão. O braço caído de um jeito torto, a cabeça encostada na almofada. A respiração parecia funda demais para alguém que dormia. Ou fingia bem demais.
Jade largou a bolsa perto da porta sem fazer barulho.
Quarenta e oito horas.
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