O celular escorregou devagar da mão de Alice.
Pardal pegou antes que caísse no chão.
Ao redor, homens corriam.
Água sendo jogada nas chamas.
Gritos.
Ordens.
O cheiro de fumaça dominando tudo.
Mas Alice só conseguia pensar na voz dele.
“Agora ninguém me segura.”
Aquilo não era ameaça.
Era sentença.
— Ele tá vindo? — ela perguntou, a voz baixa.
Pardal olhou a casa destruída.
Depois olhou pra estrada.
— Já deve tá chegando.
Alice sentiu um aperto estranho no peito.
Porque conhecia Coroa o bastante