Alice
Eu fui deitar com algo queimando dentro de mim.
Não era medo.
Não era dúvida.
Era desejo.
Um desejo inquieto, insistente, quase dolorido. Meu corpo ainda lembrava do beijo dele — da forma como ele segurou minha cintura, como conduziu minha boca, como parou antes que eu pudesse perder o controle.
Eu achei que, quando estivesse com ele, tudo aconteceria.
Desde o primeiro beijo eu senti.
Aquela corrente elétrica.
Aquele calor que não era só físico — era tensão, era promessa.
E eu tinha certe