Ela não disse mais nenhuma palavra. A dignidade era a única coisa que ainda lhe restava intacta.
Elena virou as costas e caminhou em direção à saída. Ela empurrou a porta de mogno e saiu do escritório.
Quando as portas do elevador privativo se fecharam, a força que mantinha a postura de Elena cedeu de uma só vez.
Ela encostou as costas na cabine. A dor da decepção queimava, um nó que a impedia respirar. O homem que prometeu não soltá-la jamais havia acabado de arrancar o chão sob seus pés.