Ela estava sentada no canto mais escuro do sofá de couro da sala de estar, as pernas encolhidas contra o peito. As mãos dela seguravam um aparelho celular de plástico barato.
Ela havia saído pela porta de serviço do prédio naquela tarde, caminhado quatro quarteirões com o rosto abaixado e pago o telefone descartável em notas de dinheiro vivo numa loja de conveniência de esquina. A paranoia havia se instalado nela.
O zumbido do aparelho vibrando a fez prender a respiração. Ela atendeu no segun