Ponto de vista: Lucas
Acordei com o sol entrando pelas frestas da cortina e o cheiro de Pamela no travesseiro ao lado.
Ela já estava de pé, vestida, o cabelo preso num coque rápido, os papéis do escritório espalhados na mesa da cozinha. A xícara de café na mão, os olhos vidrados de quem ainda não acordou direito.
— Você não dorme? — perguntei, a voz arrastada.
— Trabalho não espera. — Ela veio até a cama, me beijou rápido. Os lábios dela tinham gosto de café. — A Marina mandou mensagem. O clien