Ponto de vista: Pamela
O restaurante inteiro ficou em silêncio.
Lucas estava ali, no meio do salão, o terno preto amassado, a gravata frouxa, o cabelo bagunçado como se ele tivesse passado a mão mil vezes. Os olhos cor de mel estavam escuros — não do mel claro que eu conhecia, mas de um âmbar profundo, quase preto, queimando com alguma coisa que eu nunca tinha visto.
Não era raiva.
Era possessão.
— Pamela. — A voz dele saiu rouca, estranha. — A gente precisa conversar.
— Lucas, o que você está