Ponto de vista: Lucas
O dia no escritório foi um exercício de fingimento.
Reunião atrás de reunião. Documentos empilhados. Telefonemas que não entravam na minha cabeça. Castellano falando sobre prazos, sobre cláusulas, sobre confiança. Eu assentia, assinava, respondia no automático. Mas a mente estava longe. Estava no apartamento pequeno, no cheiro de lavanda, na mulher que tinha dormido nos meus braços na noite anterior.
Mercedes entrou com a enésima xícara de café.
— Sr. Alencar, o Dr. Rocha