Ponto de vista: Pamela
O sol entrava pelas frestas do telhado da oficina, mas não aquecia o vazio dentro de mim.
A caixa de metal estava aberta. Vazia. Os diamantes que meu pai supostamente teria roubado — que ele nunca roubou — não estavam mais ali. Sônia levou. Ou alguém mandado por ela. Não importava mais. O que importava era que a gente tinha chegado tarde demais.
Apertei o envelope com a certidão de inocência contra o peito. As lágrimas secaram no meu rosto. Não sobrava mais choro. Só um c