Ponto de vista: Pamela
A última coisa que eu vi antes de ser puxada para fora do palco foi o sorriso de Sônia Alencar.
Aquele sorriso de crocodilo. Aquele brilho nos olhos de quem acabou de jogar uma bomba e está saboreando a explosão.
Depois, tudo virou um borrão.
Seguranças nos cercaram. Braços me puxaram. Vozes ordenavam. Lucas gritava alguma coisa — não dava para entender. Os flashes continuavam. As perguntas continuavam. O mundo continuava girando, mas eu tinha parado.
Diamantes.
Roubados.