Ponto de vista: Lucas
O beijo terminou, mas o abraço continuou.
Nós dois estávamos sentados no sofá velho de couro marrom, os corpos colados, a cabeça dela encostada no meu peito. O fogo da lareira ia apagando devagar — as chamas diminuindo, as brasas brilhando como pequenas estrelas laranja. A sala estava escura, aquecida, íntima. Não havia relógio. Não havia pressa. Não havia nada além do som da nossa respiração se acalmando.
— Lucas — ela murmurou, os dedos traçando círculos no meu braço.
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