Henrique estava sentado tranquilamente num café próximo a um rio, em Lisboa. O lugar tinha janelas amplas e elegantes, o tipo de cenário que ele sempre gostou sofisticado o suficiente para parecer respeitável.
Ele olhava o celular quando uma sombra se projetou sobre a mesa.
— Boa tarde, senhor Henrique.
Henrique ergueu os olhos. Por um segundo, não reconheceu. Depois empalideceu.
— Álvaro…
— Não levante. — A voz de Álvaro era baixa, controlada, mas cada palavra vinha carregada de aço.
Henrique