O céu de Milão estava claro naquela manhã de primavera.
A cidade despertava com sua elegância habitual: bondes amarelos deslizando pelos trilhos, o aroma de café escapando das cafeterias e o movimento apressado de pessoas bem-vestidas caminhando pelas ruas de pedra.
Suzana parou por um instante diante do prédio onde agora trabalha.
Era um edifício moderno de vidro e aço, com linhas minimalistas que refletiam a arquitetura contemporânea da cidade. Na fachada, discretamente gravado em metal escov