CELSO MIRANTES
A calçada em frente ao prédio da Tamiso nunca pareceu tão fria ou hostil. O vento noturno de Nova York soprava com força, carregando uma umidade gelada que penetrava até os ossos, mas eu mal sentia. O fogo da indignação que queimava dentro de mim era suficiente para manter a temperatura do meu sangue em ebulição.
Mandei o motorista dar uma volta com o Maybach. Eu precisava ficar ali, de pé, como um sentinela ou um idiota, esperando o desenrolar da história.
Olhei para o relógi