CELSO MIRANTES
Chegamos à casa dela vinte minutos depois. Ela estacionou na entrada, desligou o motor e saiu do carro imediatamente, sem me esperar.
Desci rápido, seguindo-a pela calçada.
— Rosália!
Ela subiu os degraus da varanda, pescando as chaves na bolsa com movimentos de raiva. Ela conseguiu destrancar a porta e entrou, tentando fechá-la na minha cara.
Usei o pé e o ombro para impedir.
— Sai daqui, Celso! — ela gritou, empurrando a porta contra o meu corpo. — Vai para a sua cober