ROSÁLIA DUARTE
Eram 19:15. A maioria dos funcionários da Tamiso já tinha ido embora, deixando o andar num silêncio quase sagrado, interrompido apenas pelo zumbido suave do ar condicionado e pelas vozes metalizadas que vinham dos alto-falantes.
Na tela, três executivos japoneses da Klein Pharma Asia nos encaravam com expressões impenetráveis. O Sr. Tanaka, o diretor regional, ajustou os óculos e pigarreou.
— Srta. Duarte — a voz dele preencheu a sala, com um inglês pausado e preciso. — Agrade