CÉLIO MIRANTES
Eram oito horas da manhã. O despertador não precisou tocar. Eu já estava acordado.
Levantei-me da cama do hotel boutique onde estava hospedado, sentindo uma energia vibrante percorrer meu corpo.
Tomei um banho gelado, lavando qualquer vestígio de dúvida. Fiz a barba com dedicação, garantindo que não houvesse um único corte.
Abri o guarda-roupa e escolhi um terno. Não um terno chamativo de playboy. Um terno cinza-claro, corte italiano, atrativo, mas discreto. Camisa branca