CRISTINA SANTIAGO
Heitor me guiou até sua sala. Assim que a porta se fechou o pânico em seus olhos foi substituído por aquela velha e familiar arrogância.
— Conversar? Sobre o quê, Cristina? Veio implorar para eu me retratar na mídia? Tarde demais. O mundo inteiro já sabe quem você é. Agora, se me dão licença, estou no meio de uma crise real, ao contrário das suas.
— Na verdade, Heitor, eu não vim implorar nada. — Falei, tão calma que o fiz parar. — Eu vim confirmar o que eu já sei.
Ele