O almoço na casa de praia da avó Eunice começou com uma falsa calma. A mesa estava impecável, mas o ar já pesava. Assim que me sentei, Helena fixou os olhos no meu vestido verde-esmeralda com um sorriso que não chegava aos olhos.
— Ravena, querida… — começou ela, inclinando a cabeça como se estivesse analisando uma peça de roupa barata. — Esse vestido é… bem chamativo, não é? Verde-esmeralda. Tão forte. Deve ter custado uma fortuna pra alguém como você. Ou será que o Michel te deu? Porque, fran