Capítulo 14 – O Silêncio do Duque
Os corredores dos fundos tinham cheiro de fumaça e mofo. Paredes sujas de carvão, chão frio de pedra, luz filtrada por lamparinas cansadas. Ali era onde os servos circulavam com mais liberdade. Onde acreditavam que os olhos dos senhores não os viam.
Mas eu via.
Ruben vinha atrás. Como sempre. Silencioso, rígido, a passos de distância — o cão de guarda discreto. Eu já não o notava tanto quanto antes. Havia deixado de ser novidade. Ou ameaça.
A curva seguinte