Capítulo 37 Vanessa

Acordo com uma fisgada aguda, como se algo me rasgasse devagar, mordendo minha carne sensível com requintes de crueldade. Uma dor seca se espalha pelo meu antebraço. Tento me mover por puro instinto, mas todo o meu corpo está rígido, preso, imobilizado como um animal caçado. Cada tentativa de mexer sequer um dedo resulta em uma pressão mais sufocante contra meu peito e meus membros.

Minha cabeça lateja, os olhos ardem com a claridade agressiva que emana do teto. A luz branca é dolorida até. Levo alguns segundos para entender que minha boca está amordaçada. Nenhum som sai da minha garganta. Nem um gemido, nem um grito, nem uma súplica.

“Ah, ela finalmente acordou...” A voz rouca, cheia de escárnio, preenche o ambiente como um veneno escorrendo pelas paredes. Vi

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