O PREÇO DA VITRINE
O trajeto até o Hotel Rosewood durou quarenta minutos de silêncio absoluto.
O vidro escuro do SUV refletia as luzes da Paulista, mas a minha atenção estava presa no homem ao meu lado. Vincent usava um smoking preto sob medida que apagava qualquer traço de "executivo cansado" e deixava só a postura de quem é dono da cidade. Ele não mexia no celular. Não lia nada. Apenas existia, ocupando todo o oxigênio do carro.
Eu vestia a isca. A equipe de estilo escolheu um vestido de s