A ISCA PERFEITA VESTE SEDA
A luz da manhã na mansão Blackwood não entrava pelas janelas; ela invadia. Era um clarão branco, cirúrgico, que parecia fazer questão de me lembrar que eu tinha dormido mal e que a minha vida agora tinha dono.
Sete da manhã. Sentei na beira da cama e olhei para a camiseta do Ramones jogada no tapete. À luz do dia, o furo na barra era só um trapo velho, nada parecido com a bandeira de resistência que eu achei que estava hasteando na cozinha durante a madrugada. O p