Celina despertou sobressaltada com o som insistente da campainha. O toque era firme, repetitivo, quase impaciente. Levantou-se num pulo, ainda confusa, os cabelos desgrenhados e os olhos semicerrados pela luz fraca do abajur ao lado da cama. Já era noite — escura, silenciosa, exceto pelo som da campainha quebrando a quietude de seu apartamento.
— Já vai… — murmurou, com a voz rouca de quem havia dormido por horas.
Seguiu pelo corredor, arrastando os pés no chão frio. Quando abriu a porta, encon