Fernando
Eu observava Lizandra em silêncio, sentindo algo que há muito tempo não me permitia sentir com tanta clareza: gratidão. Ela se mantinha perto da minha filha, falando baixo com o tom doce e paciente que me acalmava também. O seu cuidado com Lia, não era apenas profissional. Era genuíno. Era afeto.
Perceber isso me deixava ainda mais tranquilo. Pela primeira vez em muito tempo, eu não sentia aquele peso constante no peito, ou a sensação de estar sempre em alerta. O modo como Liz falava, como tocava de leve na mão da Lia e como prestava atenção a cada detalhe. Tudo isso me dizia sem palavras, que minha filha estava segura, e isso me desarmava.
Eu me sentia cada vez mais envolvido, não só pela mulher que ela era, mas pelo espaço que começou a ocupar na minha vida quase sem perceber. Depois de tantos anos sozinho, tentando ser forte o tempo todo, tentando ignorar o vazio que ficou com a ausência da Raquel, Lizandra surgia de um jeito silencioso e transformador.
Ela começava a me f