Lizandra
O pânico tomou conta de mim. Meu corpo inteiro tremia, enquanto eu olhava de um lado para o outro buscando uma forma de me desvencilhar daquele homem. Eu não tinha dúvidas que ele estava me confundindo com a minha irmã gêmea. O ar parecia pesado demais para entrar nos meus pulmões.
Ele segurou meu rosto com força, apertando minhas bochechas, me obrigando a encará-lo.
— Não adianta fazer teatrinho — disse entre os dentes. — Fingir que não me conhece.
Tentei virar o rosto, mas ele não deixou.
— Para com isso, Débora.
Franzi o cenho, imaginando que Liliane havia dado um nome falso.
— Meu nome não é esse… — sussurrei, sentindo os olhos arderem. — Me chamo Lizandra.
— Para de mentira — ele continuou, com um sorriso cruel. — A gente estava junto há duas semanas atrás. Eu te conheci numa boate em Belo Horizonte. Foi você quem me convidou para ir pra um lugar mais… íntimo.
A cada palavra que saía da boca dele, eu sentia medo, confusão e vergonha se misturarem de forma sufocante.
— V