Bom dia, babá...
Lizandra
Era muito cedo, quando saí do prédio com a Samanta ainda falando pelos cotovelos, exatamente como sempre fazia quando estava animada. O ar da manhã estava fresco, e eu tentava disfarçar o nó na garganta que teimava em se formar.
— Você ainda não entendeu o que fez ontem, né? — Samanta cutucou meu braço. — Você salvou uma criança, Liz. Isso não é pouca coisa.
Suspirei, ajeitando a alça da bolsa e puxando a mala para mais perto de mim.
— Eu só fiz o que qualquer pessoa faria, Sasa… — murmurei. — Mas queria tanto que você conhecesse a Lia. Ela é uma fofura, muito educada… muito doce.
Samanta abriu um sorriso maroto.
— E o pai? O viúvo bonitão também é fofo?
Senti meu rosto esquentar na hora.
— Sasa, por favor… — levei a mão à testa, envergonhada. — Fofo não é bem a palavra…
— Lindo? — ela arqueou a sobrancelha sem um pingo de vergonha.
— Intimidador, — corrigi, com uma firmeza duvidosa. — Um homem daquele tamanho, daquele jeito… sério, frio… Só de lembrar eu fico meio… sei lá.