ROMAN MIKHAILOV
Eu mandei uma mensagem para Kieza quase uma hora atrás, e ela era cronicamente online, responde tudo a horas, a menos que esteja em seu atelier ou em algum lugar pintando. Ela não tinha nada disso hoje. Eu sabia porque a fiz prometer que me contaria sempre que o fizesse, juntamente com a localização, os nomes dos clientes e as informações de contato. Sempre fiz verificações de antecedentes dos clientes com antecedência. Havia pessoas loucas lá fora. E a ideia de ela estar distante sem carona como daquela vez, não pode se repetir.
Enviei mais um texto. Esperei. Nada.
Liguei. Sem resposta.
Ou ela desligou o telefone, algo que eu disse a ela para nunca fazer, ou ela poderia estar em apuros.
Minha frequência cardíaca disparou. O nó familiar em volta do meu pescoço se apertou.
Fechei os olhos com força, concentrando-me em um dia diferente, uma memória diferente, aquela de mim assistindo à minha primeira aula de Sambo aos quinze anos, até que as manchas vermelhas